Álbum conta com as participações de Caetana, Gabriel Aragão da banda Selvagens à Procura de Lei e de Samuel Samuca da banda Samuca e a Selva.
Inspirado no filme “Terra em Transe” (1967), do cineasta Glauber Rocha, Yannick Hara construiu uma das estéticas mais autorais do rap nacional ao unir música e cinema. Desde então, o artista desenvolve a série “Terra em Transe”, que conecta o Hip-Hop à linguagem do Cinema Novo brasileiro e à herança cultural que também influenciou o Tropicalismo.
Primeiro, o rapper lançou “Terra em Transe Vol. 1 Brasilis”, em 2021. Depois, chegou “Terra em Transe Vol. 2 Politiki”, em 2022. Mais tarde, em 2024 e 2025, Yannick apresentou as prévias de “Terra em Transe Vol. 3 La Transe”, que será lançado como álbum completo em 2027.
Agora, em 2026, o artista expande esse universo com o EP “O Transe da Terra em Prosa”. Além disso, o projeto aprofunda o diálogo entre o rap e o cinema. Ao mesmo tempo, marca o fortalecimento da linguagem que Yannick chama de “Rap do Cinema Novo”.
Ao longo das faixas, o artista transforma falas e elementos do filme “Terra em Transe” em prosa e narrativa lírica. Dessa forma, ele constrói um retrato crítico e poético da cena e da realidade brasileira. Enquanto isso, as bases Boom Bap, produzidas pelo beatmaker March Blanco, dão identidade sonora e peso ao projeto.
“É pela memória de um dos maiores cineastas brasileiros de todos os tempos. Por isso, Glauber Rocha vive no Rap do Cinema Novo”, afirma Yannick Hara.
Por fim, com esse lançamento, o rapper reafirma sua posição como um dos nomes mais experimentais da cena. Assim, conecta rap nacional, cinema e memória cultural em um projeto que valoriza arte, reflexão e identidade.
OUÇA:
No dia 21 de fevereiro, sábado às 20h, Yannick Hara lança esse disco no Teatro Paulo Autran no Sesc Pinheiros em São Paulo.